10 motivos para se ter educação sexual nas escolas


Relatos verdadeiros de situações que farão, ao menos, você pensar na necessidade de se ter aulas de educação sexual nas escolas.

Estamos em 2015, e pessoas ainda discutem sobre a necessidade de se ter aulas de educação sexual nas escolas. Particularmente eu sou a favor, e para demonstrar a minha opinião, apresento aqui 10 histórias compartilhadas por internautas onde demonstram a falta de informação de jovens, o que pode ser prejudicial para eles no futuro.

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O segredo

Um garoto da oitava série quis falar comigo após a aula de educação sexual e sussurrou:

“Professor, o que acontece se eu tiver uma ereção durante o sexo?”

Eu disse a ele que é para isso que servem as ereções. Ele arregalou os olhos, como se estivesse descoberto um dos maiores segredos do mundo. E eu me senti bem depois dessa.

Perguntas do interior

Meu primeiro trabalho como professor foi na 7ª série de um colégio localizado no interior do estado. Logo na primeira unidade, falamos sobre o sistema reprodutor feminino. Os alunos aproveitaram para fazer perguntas:

“Minha irmã pode ficar grávida se eu ejacular no assento da privada?”

“Meu pênis vai cair se eu me masturbar demais?”

E a melhor de todas “Se uma garota ficar grávida depois de fazer um boquete, o bebê vai sair pela boca?”



Fazer sem saber

Programa de verão para jovens com necessidades especiais. Eu fui selecionada como professora para a aula de educação sexual. Houve um questionamento por parte dos pais sobre a necessidade de se ter uma aula sobre esse assunto. Conforme fui explicando o que era o sexo, percebi que um rapaz e uma garota ficaram horrorizados.

Aos questioná-los, descobrimos que eles estavam fazendo sexo há meses, mas eles não faziam a mínima ideia de que isso era sexo – graças a maravilhosa educação de seus respectivos pais. Quando a garota disse “Quer dizer que poderiamos ter ficado grávidos?”, eu segurei o fato de que estava me divertindo com aquilo.

Teste de maternidade

Quando eu trabalhava no serviço social, muitas mulheres vinham me falar que seus bebês já nasciam viciados em drogas porque seus pais estavam drogados enquanto faziam sexo, e que isso teria entrado no sangue do bebê.

Mas o que era realmente triste era ter de realizar uma grande quantidade de exames de paternidade. Não pelo teste em si, mas pela imensa quantidade de homens que exigem a prova de que o filho é deles. E para piorar, muitas mulheres – e reparem, muitas – queriam aproveitar o teste de paternidade para saber se elas eram realmente as mães de seus bebês. O motivo: os pais estavam traindo elas, e, como podiam pegar doenças vindas das outras mulheres, poderiam ficar grávidas dos filhos delas. E lá a eu explicar detalhadamente como funciona a gravidez.

Um dia você saberá

Um garoto da minha classe, 8º série, perguntou para a professora – bem bonita, por sinal – qual gosto tem uma vagina. A professora parou, pensou, respirou fundo e respondeu:

“Ácido. Mas não é ruim. Somente um pouco ácido. Um dia você saberá.”



Com muitas condições

Eu era uma professora substituta quando ouvi uma aluna dizer para as outras:

“Minha mãe disse que só pode ficar grávidas aos domingos, depois da igreja. E você deve estar casada por pelo menos 90 dias. E ter mais de 25 anos. E não pode beber nada alcoólico, porque o alcool leva embora os seus ovos de bebê.”

Ela era colegial. Nunca mais a vi, mas ainda me preocupo com ela.

O rumor

Durante a aula de educação sexual, quando eu estava na 7ª série, o professor abriu o espaço para perguntas. O primeiro a perguntar me solta essa:

“Existe um rumor por aí de que as meninas não tem pênis.”

Um dos mandamentos

Durante a escola dominical, uma colega estava dizendo aos outros:

“Os anjos entregaram meu irmão para a gente”

Foi quando eu disse:

“Claro que não! Ele cresceu na barriga de sua mãe!”

Ela respondeu:

“Nãããoo! Ela ficou mais gorda porque estava preparando o leite para o bebê! Além disso, como o bebê foi parar na barriga dela?”

Nesse momento ela estava com uma expressão de sabe tudo. Foi então que dei a ela uma explicação detalhada sobre o sexo. A professora me pegou explicando e ficou furiosa. Ela ficou esperando meus pais chegarem para discutir com eles, no meio dos outros pais. Entretanto, meus pais ficaram do meu lado e disseram:

“Nós não vamos mentir para uma criança sobre de onde seus irmãos vieram. Não mentir é um dos 10 mandamentos!”

Não surpreendentemente, essa mesma colega teve que largar a escola aos 15 anos para cuidar de seu próprio bebê. Aquele que não deveria ter sido concebido porque era “sua primeira vez”.


O cabide

No segundo ano do ensino médio, tivemos uma aula de educação sexual com uma senhora visivelmente conservadora. Ela fez toda uma apresentação técnica, e, no final, perguntou se alguém tinha alguma dúvida. Foi quando uma das garotas se levantou e perguntou:

“Como é que se usa o cabide?”

A professora não conseguiu entender a pergunta dela. Então, a garota insistiu:

“Quando você enfia o gancho do cabide, o quão fundo você deve colocá-lo? Estamos mirando no quê, exatamente?”

A senhora ficou em silêncio, visivelmente perturbada, e deixou a classe rapidamente. A garota foi chamada à diretoria e na aula seguinte, tivemos uma professora nova que explicou completamente sobre sexo, proteção e métodos seguros de como se lidar com uma gravidez indesejada.

Quase igual aos outros

Eu era uma garota incomum. Ainda não tinha iniciado a puberdade, e por causa do meu corte de cabelo, poderia parecer com um garoto bastando apenas vestir as roupas certas. Não consigo contar quantas vezes eu tive de corrigir as pessoas que me chamavam de ‘rapazinho’.

Enfim, quando decidiram ter a aula de educação sexual, dividiram os meninos e as meninas. Primeiro, as meninas tiveram aula enquanto os meninos faziam educação física. Depois foi a vez dos meninos. Eu decidi me misturar e assistir a aula dos meninos.

Eu aprendi um monte de coisas que não disseram na aula das meninas! Como não precisaram falar sobre menstruação e limpeza vaginal, tiveram um tempo enorme para fazer perguntas anônimas. Os gartos escreveram suas duvidas em pedaços de papel e o professor escolheu as melhores perguntas:

“Como você sabe a diferença se você vai ejacular ou mijar? O que acontece se você mijar na vagina por engano?”

“Minha mãe disse que masturbação é ruim porque suas mãos ficam peludas. Se você ejacular no seu próprio peito, ele vai ficar cabeludo?”

“Se você fizer sexo com uma mulher que estiver grávida de uma menina, o bebê pode engravidar?”

E, na minha opinião, a melhor de todas:

“Tudo isso me deixa meio que enjoado. Eu não posso fazer sexo com os garotos em vez disso?”

Felizmente, os professores calma e amigavelmente conversaram sobre homossexualidade, tanto entre homens quanto entre mulheres. Eles explicaram que não tinha nada de errado com isso, apesar do coro de nojo de alguns dos garotos.

Fonte: Ask Reddit (em inglês)

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