Histórias Do Censo – O Que Aquela Senhora Me Contou


No ano 2000, eu trabalhei para o IBGE, no censo, num contrato temporário, através do famoso concurso do IBGE. Durante esta época, presenciei algumas histórias, e ouvi diversas outras de outros colegas, as quais eu compartilharei com vocês. Para começar, escrevo para vocês a história que até eu acho difícil de acreditar.

Em uma casa de um bairro de classe média alta, estava fazendo as perguntas do censo à senhora que morava na casa, quando chegamos à questão de quem são os habitantes da casa. Foi quando ela começou a me contar sua história.

Esta senhora fazia parte de uma família que morava no interior de Pernambuco. Com certa riqueza, ela e seu esposo decidiram enviar, um a um, seus três filhos para estudarem e trabalharem em Recife, morando todos na mesma casa. Mas nenhum dos três filhos sabia realizar as tarefas domésticas. Então, a irmã dessa senhora decidiu enviar a filha de 16 anos para ajudar os três, e assim, ela poderia estudar na capital.

Neste ponto da história, essa senhora frisou que tanto ela, quanto sua irmã e sobrinha eram pessoas extremamente simples, acostumadas a vida no interior. Portanto, elas não conseguiam ver qualquer ‘mal’ em deixar uma jovem morando com três homens solteiros. Então, lá se foi a jovem rumo ao Recife.

A senhora me contou que a sobrinha, de boa aparência, chamou a atenção dos três primos. Ela, inocente, achou legal ser o centro das atenções deles. Bem, para encurtar a história, a jovem acabou tendo relações sexuais com cada um dos três primos – um de cada vez, que fique bem claro – e por fim, engravidou. Ao receberem a notícia da gravidez, esta senhora veio correndo ao Recife, cuidar dos filhos e da sobrinha grávida.

Mas ainda tinha um grande problema: A jovem não sabia quem era o pai das crianças.

Sim, crianças. Ela teve trigêmeos – e, vale nota, que eu vi tanto a moça quanto as crianças durante a entrevista -, mas a família se importou de realizar um teste de DNA. Para eles, ficou melhor imaginar que cada criança era filha de um pai diferente – vale a nota que existem casos deste tipo registrados na medicina, mas provavelmente não era este –, uma vez que os trigêmeos não eram idênticos. Cada criança foi registrada com um pai diferente. Mas, o mais filho mais novo estava apaixonado pela jovem, e pediu a jovem em casamento.

Confesso, nunca aceitei aquilo como verdade, mas conforme a entrevista seguia, as informações pareciam bater com a história. Nunca voltei para aquela casa, nem soube o que aconteceu com aquelas pessoas. E creio que nunca voltarei lá. Que fique a história deste jeito, como esta senhora me contou.

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