Sobre gueixas e acompanhantes 11


Tudo o que você aprendeu sobre as gueixas está errado. Entenda um dos conceitos mais mal interpretados pelos ocidentais. E de quebra, descubra detalhes sobre o problema da solidão dos japoneses.


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Continuando com meus posts explicando aspectos da sociedade japonesa, vou explicar um dos conceitos mais mal interpretados pelos ocidentais: as gueixas. A cultura pop usou da imagem da gueixa distorcendo seus reais papéis e obrigações. Nada mais justo do que explicar para você o que realmente fazem as gueixas e porque elas estão longe de serem prostitutas.

Se sentindo só no meio de tantas pessoas

Se você leu meu post anterior deve saber que a sociedade japonesa sempre alimentou a ideia de que o todo é mais importante que o individuo. Os japoneses vivem esta ‘regra’, mas nem todos conseguem segui-la sem efeitos colaterais. O constante trabalho e estudo muitas vezes afasta o individuo de um envolvimento social com outras pessoas, seja do trabalho, seja da escola, ou até mesmo da família!

O problema é antigo: desde de antes do Japão antigo, as pessoas tinham famílias, mais não interagiam com elas. Era obrigatório ter sua família, mesmo que mal se saiba seus nomes. Por isso, as pessoas, especialmente os homens, sentiam falta de conversar com alguém ‘livremente’ – pois realmente não podiam falar o que pensavam para ninguém. Foi aí que surgiu o conceito de pagar para se ter com quem conversar.

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Dando a atenção que você precisa

É aí que entram as gueixas. Ao contrário do que muitos pensam, elas não são prostitutas. São damas de companhia para os homens que pudessem pagar por seus serviços. O homem que queria descansar e relaxar de seu trabalho, mas não podia ou conseguia fazê-lo em casa, saia de seu trabalho em busca das gueixas.

As gueixas não são apenas mulheres bonitas, são também educadas, atenciosas, alfabetizadas, conhecedoras dos mais variados assuntos, como arte e politica, que poderiam entreter, entender e conversar com seus clientes, que sempre desabafavam sobre seus trabalhos. Elas sabiam tocar instrumentos, dançar, pintar, e tudo o mais que ajudasse a distrair seus clientes.

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Treinando para te deixar feliz

O treinamento de uma gueixa é algo extremamente puxado, e inicia-se na infância – era comum os pais deixarem suas filhas nas ‘casas de gueixas’ quando não podiam – ou não queriam – cria-las. A gueixa estuda e treina muito para sua futura função, pois precisa ter movimentos quase perfeitos e o conhecimento geral sobre quase tudo.

Repetindo, as gueixas não faziam sexo com seus clientes, apesar de poder flertar com eles para animá-los – psicologicamente falando. A ideia é tão forte que já existiram leis proibindo gueixas de se prostituirem. Ainda sim, existiram prostitutas que passavam por um treinamento parecido, e foram elas que os estrangeiros, tanto portugueses, quanto ingleses, conheceram. E assim criou esta lenda  em relação as gueixas.

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Me pague para beber contigo

Embora as gueixas existam até hoje, elas possuem muito mais um valor cultural do que ‘profissional’. Porém, ainda existem mulheres que acompanham homens – e mulheres – dentro de determinados estabelecimentos, apenas pela companhia: as Sunakos. O nome Sunako vem do inglês Snack, que quer dizer petisco ou lanche. Atualmente, existem locais onde se vai para beber e contratar uma Sunako para beber e conversar. E mais, neste tipo de emprego é muito comum encontrar mulheres casadas, pois, muitas vezes elas não tem como trabalhar de dia, então trabalham dessa maneira durante a noite. E é, até certo modo, aceitável, uma vez que também é proibido de se fazer qualquer coisa a mais do que flertar com o cliente. Entretanto, assim como as gueixas, existem locais onde prostitutas fazem o papel de Sunako.

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