Conheça Rebecca Rolfe, a verdadeira Pocahontas 13


Em comunidades do orkut sobre mensagens subliminares, percebi uma declaração constante sobre o significado da palavra Pocahontas. Com fontes de sites evangélicos, o nome teria o significado de “espirito do abismo”. Uma imensa besteira, se me permitem. Então, foi correr atrás da verdade sobre Pocahontas, e me deparei com uma personagem bem real, e com uma história muito interessante, que vou compartilhar com vocês.

Pocahontas

Na verdade, Pocahontas era o apelido de Matoaka [ou tambem, Matoika], filha de Wahunsunacawh, o líder da união das tribos Powhatan, a Confederação Powhatan. O significado mais exato do apelido seria Little Wanton, em inglês. Entretanto, falta uma tradução exata da palavra Wanton, que possui vários significados – Libertina, extravagante, cheia de regalias, sexualmente livre, entre outras possíveis traduções.

Com certeza vocês já devem ter visto a animação da Disney de Pocahontas, e talvez devem ter visto sua continuação, Pocahontas 2, Jornada ao Novo Mundo. Mas a versão da Disney é baseada na versão romantizada de Matoaka. Ela foi uma pessoal real, e sua popularidade fez que escritores escrevessem as mais variadas versões de sua vida.

Uma vez que nunca se confirmou a data de nascimento de Matoaka, supõe-se que ela teria entre 12 e 14 anos quando se encontrou com John Smith. Apesar do que diversos desenhos mostram, Smith era na verdade um homem de meia idade, de cabelos castanhos, de barba e cabelos longos. Ele era um dos líderes colonos, e, em 1907, fora raptado por caçadores Powhatans. Ele possivelmente seria morto, mas Matoaka interveio, conseguindo convencer o pai que a morte de John Smith atrairia o ódio dos colonos.

Graças a esse eventos [e mais duas oportunidades em que Pocahontas salvou a vida dos colonos], os Powhatan fizeram as pazes com os colonos. Ao contrário do que dizem os romances sobre sua vida, ela e Smith nunca se apaixonaram [o que tornaria este romance pedofilia]. Smith serviu como um tutor da língua e dos costumes ingleses para Pocahontas, e ela o via como um segundo pai. Vale lembrar que os colonos a respeitavam seriamente. Em 1609, um acidente com pólvora obrigou John Smith a se tratar na Inglaterra, mas os colonos disseram a Moataka que Smith teria morrido.

Em 1613, Pocahontas residia em na tribo dos Patawomecks, que faziam acordos com os Powhatan, quando ingleses convenceram Japazaws, líder dos Patawomecks, a captura-la. Os ingleses queriam troca-la por prisioneiros ingleses em poder dos Powhatans. Moataka passou um ano prisioneira, mas tratada como um membro da corte. Alexander Whitaker, ministro inglês, ensinou o Cristianismo e aprimorou o inglês de Pocahontas, e, quando este providenciou seu batismo cristão, ela escolheu o nome de Rebecca.

Em Março de 1614, um confronto violento entre os ingleses e os Powhatans [por causa de Moataka, agora Rebecca] fez com que ela intervisse, falando com chefes dos Powhatan presentes. Ela conseguiu resolver o problema, mas, dando por falta a presença de seu pai, ela decidiu continuar morando com os ingleses.

Enquanto morava com os ingleses, Rebecca conheceu John Rolfe, um recém viúvo, que se tornou plantador de tabaco na colonia. Rolfe se apaixonou por Rebecca, e com a permissão do Governador, casou-se com ela. Historiadores não encontraram nenhuma informação sobre se Rebecca estava apaixonada por ele ou o que ela pensava do casamento com Rolfe. Viviam confortavelmente, graças ao tabaco, e em 1615, nascera o filho do casal, Thomas Rolfe.

Em 1616, Rolfe, Rebecca e Thomas, viajaram para Inglaterra. Junto a eles, onze membros da tribo Powhatan, incluindo o sacerdote Tomocomo. Na Inglaterra, Rebecca descobriu que Smith estava vivo, mas não pode encontra-lo, pois o mesmo encontrava-se viajando. Mas Smith mandou uma carta a Rainha Anne, informando que fosse tratada com nobreza. Rebecca e os membros da tribo se tornaram imensamente populares entre os nobres, e em um evento, junto a Tomocomo, se encontraram com o Rei James, que criou uma imensa simpatia com ambos.

Em 1617, Pocahontas e John Smith se reencontraram. Smith escreveu em seus livros que durante o reecontro, Pocahontas não disse uma palavra a ele, mas quando tiveram a oportunidade de conversarem sozinhos por horas, ela declarou estar decepcionada com ele, por não ter ajudado a manter a paz entre sua tribo e os colonos. Meses depois, Rolfe e Rebecca decidem retornar a Virginia, mas uma doença [provavelmente varíola] obrigou a retornarem com o navio. Entretanto, ao chegar na costa, ela não resiste e morre.

Após sua morte, diversos romances foram escritos, sendo que todos retratavam um romance entre Smith e Pocahontas. A maioria, ainda, tratava John Rolfe como um vilão, que teria separado os dois, e casado com Pocahontas a força. Apesar de sua fama, as figuras encontradas sobre Pocahontas sempre foram de caráter fantasioso, sendo a mais real figura de Pocahontas, a pintura de Simon Van de Passe, que ilustra este texto.

Hoje em dias, muitas pessoas tentam associar sua arvore genealógica a Pocahontas, incluindo o ex-presidente George W. Bush, mas na verdade, ele seria descendente apenas de John Rolfe, apartir de um filho de um casamento posterior a morte de Pocahontas. Entre as pessoas confirmadas como descendente de Pocahontas, destaca-se Nancy Reagan, viúva de Ronald Regan.

Fonte: Wikipedia [Em inglês]

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Comentários

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13 pensamentos em “Conheça Rebecca Rolfe, a verdadeira Pocahontas

  • Tato Paz

    Mais uma vez mostrando como os religiosos extremistas insistem em ignorar os fatos reais, devidamente documentados, achando que sabem mais em nome da fé… lamentavel. Romulo, estude o assunto antes de ofender as pessoas e dar opinioes irrelevantes. By The Way, “o ladrao não vem a nao ser para roubar…” o que isso tem a ver com o assunto ?????
    E não use os delirios falados em um canal de TV especificamente para criticar os desenhos exibidos em outros só pra ganhar mais dinheiro, o verdadeiro interesse deles.
    Parabens pela informação fornecida neste tópico.

  • Para consertar tudo

    Cara como tem informações erradas e imprecisas nesse topico sobre a pocahontas(Matoaca).

    Pela minha pesquisa a verdade se aproxima mais disso:

    Segundo o atual feche da tripo Powhatans:

    A História de Pocahontas Contada por seus descendentes
    Em 1995, Roy Disney decidiu lançar um novo filme de animação sobre a história de uma mulher da tribo Powhatan, que ficou conhecida como Pocahontas. Os descendentes da tribo, através do Chefe Roy Crazy Horse, demonstraram indignação diante das declarações de Roy Disney que afimou que o filme é “responsável, bem apurado e respeitável.”

    “Nós, da Nação Powhatan, descordamos das afirmações de Disney. O filme apresenta uma visão distorcida que vai muita além da história original. Nossas ofertas para ajudar a Disney em aspectos culturais e históricos foram rejeitadas. Tentamos fazer com que a Disney corrigisse os erros ideológicos e históricos do filme, mas fomos ignorados.
    Pocahontas é um apelido que significa ‘a metida’ ou ‘criança mimada’. O seu nome real era Matoaka. A história conta que ela salvou o herói britânico, John Smith que seria executado pelo seu pai em 1607. Nesta época, Pocahontas teria apenas entre 10 e 11 anos de idade. Além disso, Smith foi descrito por seu companheiros colonizadores como “agressivo, ambicioso, e um soldado que gostava de se auto-promover.”

    De todos os filhos do chefe da tribo, Powhatan, somente Pocahontas ficou conhecida, primeiramente porque se tornou uma heroína dos Euro-americanos conhecida como ‘A Boa Índia’ porque salvou a vida de um homem branco. Não foi somente o tema “bom índio/mau índio”que ganhou nova vida através da Disney, mas a história publicamente conhecida pelos ingleses, foi falsificada em nome do entretenimento.
    A verdade é que a primeira vez que John Smith contou a história sobre seu resgate foi somente 17 anos após o acontecido. E entre as três versões contadas pelo pretencioso Smith estava a versão em que dizia ter sido salvo por uma mulher selvagem.

    Ainda, em um artigo Smith escreveu sobre o período pelo qual conviveu com a tribo Powhatan durante o inverno. O soldado caçador de aventuras contou que ficou estabelecido na aldeia comfortavelmente como um convidado de honra de Powhatan, seus filhos e irmãos. No entanto, a maioria dos pesquisadores sobre a colonização Americana acreditam que o incidente relatado por Smith é um fato não verídico, principalmete por este fazer parte do longo artigo que foi usado como justificativa para a declaração de Guerra contra o povo de Pocahontas.
    Os euro-americanos devem se perguntar porque foi conveniente elevar a fábula contada por Smith a um status de mito nacional tão importante a ponto deste ser reciclado pela Disney Animation. A impresa cinematográfica ainda transformou a menina Pocahontas em uma jovem mulher.

    A verdadeira história de Pocahontas tem um triste final. Em 1612, com apenas 17 anos, ela foi aprisionada pelos ingleses enquanto estava em uma visita social e foi mantida na prisão de Jamestown por mais de um ano. Durante o período de captura, o ingles John Rolfe demonstrou um especial interesse na jovem prisioneira. Como condição para Pocahontas ser libertada, ela teve de se casar Rolfe, que era um dos mais importantes comerciantes ingleses no setor de tabaco. No entanto, em abril de 1614, Matoaka, também conhecida como Pocahontas, filha do Chefe Powhatan, se tornou Rebecca Rolfe. Logo após isso, ela teve seu primeiro filho, a qual deu o nome de Thomas Rolfe. Os decendentes de Pocahontas e John Rolfe ficaram conhecidos como ‘Red Rolfes’. Dois anos depois, durante a primavera de 1616, Rolfe levou Pocahontas para a Inglaterra onde a Virginia Company of London a usou como garota propaganda com intúito de dar suporte à colonização. Foi lembrado que em uma ocasião, quando Pocahontas reencontrou Smith (que no momento também estava em Londres), ela estava tão furiosa que o deu as costas e deixou o local. Em um Segundo encontro, ela o chamou de mentiroso

    Em março de 1617, Rolfe, ‘Rebecca’ e o filho Thomas voltaram para a Virginia, mas Pocahontas teve de ser retirada do barco ao chegar em Gravesend. Ela morreu neste local, no dia 21 de março de 1617, com 21 anos, e foi enterrada em Gravesend. O túmulo foi destruído anos mais tarde para a construção de uma igreja no local. Justamente após a morte de Pocahontas que John Smith, aproveitando-se de toda a fama que ela adiquiriu na sociedade colonial, achou conveniente criar e espalhar a sua versão sobre a história da India que o havia resgatado.
    O chefe Powhatan morreu na primavera seguinte. Os decendentes da tribo de Pocahontas foram dezimados e suas terras for a tomadas por colonizadores.”

    Chief Roy Crazy Horse

    “É triste que essa história, da qual euro-americanos deveriam se envergonhar, se tornou meio de entertenimento, perpetuando um mito irresponsável e falso sobre a Nação Powhatan.”

    Tradução: Alexandra SV Barker

  • Rebeca Almeida

    Bom, não adianta. A verdadeira e exata historia não iremos conhecer nunca. Pelo menos até onde pesquisei Smith era apenas 15 anos mais velho que Pocahontas. Daí ele ser um velho barbudo e grisalho qdo ela tinha 12 ou 14 anos, é um pouco diferente. Romance, dificilmente pode ter havido. Já que certa vez ela o chamou de “pai”… mas vai saber… há pervertidos na terra desde que o mundo começou.

  • vanessa

    tenho descendência índigena,não sei ao certo,mas não há algum registro mais aparente que informe o correto dessa história…fica muitas dúvidas,quem ela foi,o que fizeram com ela,onde está entrrado o corpo dela tbm,isso é meio estranho,tem que se aprofundarem mais em saber…

  • Victoria Simone L. F. Guimarães

    Não podemos afirmar que 100% do conteúdo do site em inglês seja verdadeiro, mas essa versão é mais condizente com a realidade e o contexto histórico da época.

    Eu tenho a versão de que ela não teria ido para a Inglaterra, mas para George Town na Guiana Inglesa, onde já havia uma civilização na própria America e ela queria levar esse molde para as suas próprias Terras. Pois, se na própria America havia civilização, isso poderia se extender para o restante do continente.

    A distância entre a America e a Europa naqueles tempos era muito grande. Pocahontas não teria sobrevivido a uma viagem tão longa.

    Muitos marinheiros morriam a bordo nessa travessia entre America e Europa. Pela lógica ela teria morrido a bordo na versão que ela morre com tuberculose a bordo e não chega a Jamestown na Inglaterra.

    Eu acredito mais na versão que ela chega a George Town, na própria America, onde hoje seria a Guiana Inglesa, pois o caminho seria curto e ela não teria morrido. Os oceanos seriam mais favoráveis para esse tipo de viagem.

    Naquele tempo viagens para outros continentes de navio eram muito, mas muitíssimo arriscadas, não era como hoje em dia em cruzeiros seguros ou em aviões. Naquele tempo era terrível e perigosíssimo as viagens pelos continentes. Apenas os mais bravos marinheiros, a maioria homens, conseguiam fazer isso arriscando sua vida.

    Nesse tempo nem havia telégrafos, como no caso do Titanic. Se na época do Titanic já era difícil (e olha que o Titanic já era século XX) e já havia telégrafos. Imagine na Idade média…

    Eu não acho que a Pocahontas tenha ido para Inglaterra, pode ter sido George Town na Guiana Inglesa ou em alguma outra terra inglesa na America.

    Realmente os nomes James town e George Town são parecidos, todos tem um TOWN. Mas, seja lá onde foi, ou James Town ou George Town, ela realmente chegou lá com segurança, a pintura está aí acima.

    Essa versão sua está mais perto da verdade.

    Se ela chegou na Inglaterra, seria ótimo saber, porque naquele tempo era difícil. Mas, se realmente chegou lá, deixe a gente saber e exiba mais quadros.

    Porque do jeito que o povo inglês era naquele tempo, seria difícil ela ter conseguido tanta autoridade em Terras européias mesmo se casando com um europeu no caso John Rolfe.

    Se até nos dias de hoje, em pleno século XXI essas coisas são difíceis, imagina na Idade média.

    Eu acho que James Town, ou George Town era na própria America, algum local que se falava inglês. Pode ter sido até nos EUA mesmo. Quem vai saber…